Ainda era janeiro. O início do ano sempre possibilita estarmos dispostos a enxergar novas possibilidades, novas motivações e novos desafios. Parece que entre dezembro e janeiro, instantaneamente, nossas forças são renovadas.
Ainda era janeiro e nesse cenário, o cuidado com o funcionamento do corpo também encontra mais espaço na agenda porque nosso bem-estar é fundamental para o enfrentamento dos novos horizontes que o novo ano traz.
Ainda era janeiro e um esforço para que a academia entrasse no orçamento foi tratado como importantíssimo. Seja por prioridades estéticas ou de saúde, os hábitos saudáveis tornaram-se pauta.
Ainda era janeiro e os dias diziam que o verão persistia em brilhar. Nessa época do ano no Brasil, aparentemente, se repete com maior intensidade a frase “haja luz” e o sol é pivô biológico e cultural para a energia humana.

Ainda era janeiro e os novos compromissos, novos planos e novas alianças foram traçadas. Alvos foram estipulados para serem desbravados durante o ano.
Ainda era janeiro e, empolgados com o sentimento natalino e com o direito à paz universal celebrados nos últimos dias, estávamos disponíveis à ousadia de falar com quem há tempos não encontrávamos, com o familiar magoado, com o pai desafiador, com o filho incompreensível, etc.
Ainda era janeiro quando se garantiu esforço para concluir a graduação, validar o diploma internacional, mudar de carro, revelar a verdade sobre esse e aquele assunto, etc.
Ainda era janeiro e foi prometido correr atrás do emprego dos sonhos. Se esforçar para fazer o curso exigido para aquele cargo e se engajar para entender mais sobre aquela ferramenta.
Ainda era janeiro e se decidiu aceitar o convite para aquele trabalho voluntário, afinal o mundo precisa de pessoas disponíveis para o engajamento social em diferentes frentes.
Ainda era janeiro quando o sonho de ser mãe foi anotado no caderno de planos do ano novo. Os dias, as tarefas e a lista de objetos necessários começaram a ser organizados. Todos serão chamados para fazer uma visita durante a gestação e registrar esse momento especial, foi dito.
Ainda era janeiro quando as dificuldades começaram. A falta de tempo bateu à porta e a rotina cansativa disse: eis me aqui. O salário foi enfático e garantiu que não poderia ser cúmplice desses sonhos, o verão passou e o sol empolgador também. Agora, a motivação precisará ser reforçada para decidir se os planos serão amadurecidos ou se regredirão. É preciso decidir se na agenda ainda haverá tempo para contatar os familiares mais distantes e pedir desculpas, se conseguirá unir trabalho e curso, se ainda procurará um novo emprego, se fará o trabalho voluntário e se será levado à frente o desejo de ser mãe.
As adversidades que aparecem com o tempo testam a força dos nossos sonhos. Os dias passam, as semanas passam e os meses também passam. Já é fevereiro.
Vamos manter o pique o ano todo. Façamos de 2018 um grande janeiro.
Sim! Continuemos os planos e superemos as dificuldades.
Que os sonhos de janeiro persistam e tornem-se realidade até dezembro.