Ah! Vivam as explosões vocais

Alguns costumam chamar “exclamações não-verbais” e outros de “explosões vocais”. O fato é que os sons que emitimos diariamente e em situações específicas retratam as nossas emoções.

O que você quer dizer e sente quando diz “Uau!”? E quando diz: Oh! Hum… Ops! Hã?

Está provado que um suspiro não é apenas um suspiro. Foi o que revelou um estudo de na Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos EUA, que explorou esta universal forma de se comunicar a partir de respostas de mais de 2000 mil exclamações não-verbais e concluiu que estes sons representam, ao menos, 24 tipos de emoções. Os participantes do estudo são dos Estados Unidos, da Índia, do Quénia e Singapura.

Descobriu-se que pessoas de países diferente reconhecem muitos desses sinais mesmo em culturas isoladas como tribos indígenas, por exemplo. Em estudos similares, analisou-se explosões vocais mais naturais em canais do YouTube e descobriu-se que elas transmitiam significados muito semelhantes aos coletados presencialmente.

Segundo o estudo, as emoções não podem ser reduzidas a algumas dimensões apenas, pois, na realidade, transmitem muito mais tipos de emoções do que os cientistas pensavam. “Ao mesmo tempo, muitas emoções diferentes podem ser misturadas em sinais vocais, adicionando outra camada de complexidade. Os sinais vocais são ferramentas comunicativas incrivelmente poderosas”, comenta Alan Cowen, um dos pesquisadores.

Este estudo é uma demonstração do nosso rico repertório vocal emocional, envolvendo breves sinais de emoções que envolvem o respeito, a adoração, o interesse, a simpatia e o constrangimento, sendo difícil falsear ou disfarçar os sentimentos quando são denunciados pelos sons que emitimos.

A condição anatômica faz com que os humanos se comuniquem com a voz. A contração dos músculos ao redor do diafragma produz explosões de partículas de ar que são transformadas em som através de vibrações das pregas vocais, e saem da boca, dependendo da posição da mandíbula, da língua e outros instrumentos de controle vocal, na forma de palavras, risos, entoação lúdica, choro, tons sarcásticos, suspiros, música, gritos triunfantes, rugidos ou sons maternais.

O maior resultado deste estudo é que poderá ajudar a desenvolver tecnologias digitais controladas por voz e outros dispositivos robóticos para melhor reconhecer as emoções humanas com base nos sons que fazemos. Na clínica, esse conhecimento poderia, teoricamente, orientar profissionais de saúde que trabalham com pessoas com demência, autismo e outras desordens de processamento emocional.

Atente aos sons que você emite, pois eles fazem parte da nossa comunicação com o outro e também consigo mesmo.

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