Por que deixamos as pequenas tarefas para depois?

Pode ser um simples e-mail para um colega. Talvez um pequeno ajuste em uma planilha ou uma nota fiscal que precisa ser arquivada. Quem sabe um breve telefonema que levaria apenas um minuto e, ainda assim, por algum motivo, você continua adiando. Iria levar apenas cinco minutos e você acaba se perguntando: por que eu não fiz?

Com isso, a tarefa que era um item minúsculo da lista de pendências se transforma em uma irritação constante completamente desproporcional aos recursos necessários para concluí-la de fato. Pequenas tarefas tendem a ocupar uma quantidade extraordinariamente grande de espaço em nossas mentes. No entanto, há maneiras simples de reduzi-las ao tamanho normal, algo que começa com entender como permitimos exatamente que se tornem tão grandes.

Em sua essência, a procrastinação envolve o adiamento voluntário de uma tarefa pretendida, apesar da expectativa de piorar a situação ao fazer isso, explica Fuschia Sirois, professora de psicologia da Universidade de Sheffield, na Inglaterra. Pessoas que procrastinam cronicamente tendem a ter níveis mais altos de estresse, padrões de sono insatisfatórios e perspectivas de emprego piores, especialmente quando se trata de ser promovido para funções em que a autonomia e a tomada de decisões são necessárias. Da mesma forma, pode prejudicar os relacionamentos, porque, quando procrastinamos, acabamos não honrando compromissos com outras pessoas. 

Mas então como nos motivamos para enfrentar uma tarefa que tememos?

Timothy Pychyl, professor de psicologia da Carleton University em Ottawa, no Canadá, diz que muitas vezes a motivação acompanha a ação. Portanto, se você simplesmente fizer algo imediatamente, sem primeiro parar para pensar sobre por que não quer fazer aquilo, talvez seja preferível no longo prazo.

Agora é importante saber que embora toda procrastinação seja um adiamento, nem todo adiamento é uma procrastinação. Adiar faz parte da vida. Posso deixar as coisas para depois e não há nenhum tipo de falha moral, pois isso faz parte do raciocínio prático de priorizar uma coisa em detrimento de outra. Se você se pegar procrastinando, ter um pouco de autocompaixão pode ser o segredo para voltar ao eixo. 

Ou seja, o ideal é tentar fazer todas as atividades, sejam elas grandes ou pequenas. Mas caso entenda que não conseguirá fazer tudo, liste as prioridades, e ao concluí-las, antes de se responsabilizar por outras novas ações, faça as outras menores que ficaram pendentes.

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