A explosão da desigualdade

Não a acomodação, mas a educação que fortalece a convivência precisa voltar a enfatizar os benefícios dos dias simples. Aquela vida que começava o dia com todos à mesa, que tinha horário de grandes risadas no sofá, que haviam encontros nos feriados prolongados com os tios, avós e amigos. O discurso parece triste. E é.

A natureza está sendo acumulada em reservas nos barris de gananciosos. E quem não é? Todos nós nos tornamos interesseiros pelo trabalho árduo como troca de bens estritamente particulares. A correria dos dias atuais nos fez esquecer a simplicidade dos pequenos atos. Nossos descendentes tem se embriagado da ideia de acúmulo de riquezas e o mundo não suportará por muito tempo. Há mais de 7 bilhões de pessoas no mundo e será impossível que todos alcancem o patamar de riquezas da nação mais abastada, pois o mundo entraria em colapso. Mas, mesmo cientes disso, a guerra pelo primeiro lugar ainda continua. Então entraremos em colapso.

Estamos ensinando que precisamos juntar o máximo que podemos, e antes dos outros, se quisermos sobreviver ao selvagem mercado competidor. Dessa forma nos iludimos e, sem perceber, estamos diminuindo a vida de todos.

Quem disse que para termos uma boa educação precisamos pagar mais? E quem não pode pagar? Quem disse que para termos uma melhor saúde, precisamos pagar mais? E quem não pode pagar? Foi o mercado, você pode responder. Mas o mercado é feito por nós! Ou o reorganizamos ou não haverá mais fonte para nos abastecer. Ou voltamos à simplicidade das relações ou a complexidade dos nossos dias nos consumirá, juntamente com nossas famílias, uma vez que esse ciclo engolirá geração após geração.

familia

Naturalmente seu lugar será do seu filho que passará o cajado para o seu neto e, depois, perceberemos que nada fizemos senão participar de um ciclo aonde o que menos existe é vida de verdade. Quem diz que isso é utopia precisa analisar melhor o passado e saber mais sobre as relações interpessoais. O planeta não é de quem chegou primeiro, mas de todos. O direito ao direito não é de quem chegou primeiro, mas de todos.  Não desprezo os avanços dos dias atuais, mas precisamos evoluir em nossas políticas e elas precisam fazer vivermos melhor e não o contrário. Há dias melhores na mesa de quem reparte. Voltemos à vida simples. Acabemos com as atrocidades de antes, mas preservemos o que se tinha de bom. Lá, tínhamos dificuldades enormes, mas, apesar da miopia presente em todas as épocas a respeito do bem estar social, enxergávamos melhor as outras pessoas.

Deixe um comentário