Idade não tem a ver com maturidade. Você já deve ter ouvido essa afirmação. Mas como não se pode jamais generalizar algo, então não podemos entendê-la como totalmente certa apesar de possuir forte indício de coerência.
Maturidade tem maior relação com o como a pessoa enfrentou determinadas situações em sua vida, afirmam muitos, e por isso é possível que tenhamos pessoas da mesma idade, mas em estágios de maturidade diferentes. Porém, defendo, é preciso respeitar a forma como aquela pessoa enxergou e enfrentou também aquelas vivências contemporâneas. Nenhuma forma de experiências de nossas vivências deve ser entendida como erradas. Até porque o conceito de maturidade é variável por ser de ordem cultural, consequentemente imposta. Há pessoas que se dizem imaturas e outras que julgamos assim, apesar de defenderem que não são.

Imagem disponível em https://goo.gl/GRdfPv em 27 de dezembro as 15h40
Insistimos em afirmar que apesar de ser cultural, o conceito de maturidade não é subjetivo porque utilizamos ferramentas e testes para garantir o atestado. Bobagem. Maturidade é tão subjetivo que seu conceito depende do pensar da organização, da escola e da comunidade de fé que frequentamos. Somos considerados maduros em alguns espaços para sermos taxados como infantis em outros.
Os líderes precisam ter atenção às gerações representadas na sua equipe. Quando se propõe um novo projeto é fundamental buscar a análise das muitas gerações com as quais convive em seu departamento que o desenvolverão no dia-dia possibilitando garantir as críticas necessárias internamente e minimizar o sofrimento com as análises externas.
Há ainda os que inferem que maturidade tem a ver com independência, ou seja, quanto menos dependente maior maturidade possui o sujeito. É possível, desde que o sujeito tenha esse mesmo conceito. Para a maturidade existir a contento precisará ser construída pelo gestor e seu analista, pelo líder e seu liderado. Se somente um tiver o sentimento de que maturidade aconteceu, então não existirá resultado satisfatório na relação.
No mundo corporativo essa relação é mais aflita devido à cansativa rotina, porém não é impossível devido o erro da generalização. Já vivenciei a grata oportunidade de ser gerido por uma ótima profissional com idade superior, que julgo possuir maior maturidade, e depois a gerir em outra organização. Foi uma experiência enriquecedora para ambos, tanto de coerência, compromisso e valorização de projetos com visões amplas de maior abrangência crítica.
Quando o gestor experimentar o compromisso com as intergerações que é responsável, se surpreenderá com os projetos, envolvendo maior respeito às gerações, trazidos tanto pelo estagiário, como pelo pleno e sênior. Evitará o erro do constrangimento da exceção e do esquecimento. Além disso, elevará sua equipe ao status de desenvolvimento pleno contra o preconceito em seu espaço de trabalho.