A nossa exigência desproporcional, diante de vários cenários, só enumera as garantias de que também não conseguiríamos cumprir se fossemos cobrados pelas mesmas ordens. A fama do ser infalível só nos distancia do ser humano que negamos ser, mas somos. Mas é claro que isso não justifica a continuação de erros, nem o desprezo pela excelência. O que se pretende gerar é a reflexão para a adoção de medidas eficazes de desenvolvimento humano ao invés da insistência em nos tornar robôs programados para o cumprimento de tarefas sem a mínima participação cognitiva por parte dos envolvidos. O desenvolvimento que gera a excelência é aquele que convida as pessoas a se tornarem participativos do processo.
Que tal perdoar o garçom pelo atraso daquele prato? É possível não se irar com o caixa que está demorando a receber os pagamentos? Que tal se proteger do sol ao invés de amaldiçoá-lo, visto que já se sabe do seu calor? Ter mais paciência com o celular que trava pode ser um teste para lidar melhor com a pressa diária.
Não desejar ser sempre o primeiro da fila no banco nem no sinal de trânsito poderá ajudá-lo a entender a necessidade de agir antecipadamente. Aos gestores, que tal economizar seu cargo quando ele não estiver à tona? Por exemplo, no encontro casual da equipe evite repassar ordens como se estive dentro do seu setor; quem sabe até ser humilde para ser direcionado por um colega cairia bem. Se adeque ao ambiente.

Que triste deve ser o fim. Tantos anos de bondade, paciência e companheirismo. Mas por esse motivo era inegociável continuar a relação. Na verdade não se entende como durou tanto tempo. Inaceitável e desrespeitoso o comportamento que jogou ao vento a noção da responsabilidade, atenção, simpatia, interesse e amor. O “sim” dito na presença de testemunhas era claro: isso não deve ser feito. Que seja condenado sem direito a fiança e sem visitas, nem de familiares. Quem assim faz não merece crédito. Desgraçado para sempre seja o copo deixado sobre a mesa, razão ápice para o desacordo acontecer. Acabou, explodiu a fala de alguém já cansado. Tão fácil era o copo de ser guardado por um. Tão fácil de ser guardado pelo outro. Mas preferiram fazer a tempestade no copo de água, literalmente. Sem a flexibilidade necessária, acordos são descartados com maior facilidade.
É triste o apego aos comportamentos tolos e inúteis! Às vezes, geradores apenas da estratégia de manutenção de poder, como por exemplo, a necessidade de falar por último ou a insistência daquela ordenança ou processo equivocado pelo simples fato de garantir a fala do gestor. As tempestades virão naturalmente na nossa vida. É maduro e estratégico não criar chuvas desnecessárias.